Área desmatada em Goiás neste ano é a menor em 24 anos, diz Inpe
Em comparação com 2023, redução é de 48,8%. Secretária Andréa Vulcanis atribui resultado à estratégia acertada do governo em Goiás
Redação - Goiânia, GO
Desmatamento em Goiás: recuo inédito
Imagem: (Foto: Divulgação)
A área desmatada em Goiás neste ano é a menor desde 2001. O dado é do Prodes, um sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – que, por sua vez, é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. A totalização, feita a partir de imagens de satélite, detectou a supressão de vegetação em 411,9 quilômetros quadrados do território goiano. Antes de 2024, o menor desmatamento havia sido registrado em 2016 (pouco mais de 671 quimômetros quadrados).
Na comparação com 2023, ano em que houve supressão em cerca de 804 km², a redução é de 48,8%. E se o comparativo for feito com 2022 (984,8 quilômetros quadrados), a diminuição chega a 58,1%.
Ainda de acordo com o Inpe, a queda no desmatamento em Goiás (48,8%) só não supera, em termos percentuais, a do Distrito Federal (72,2%) e a da Bahia (63,3%). Na outra ponta do gráfico, os estados em que houve maior incremento do desmatamento foram São Paulo (112,8%), Paraná (33,3%) e Pará (14,2%).
Estratégia do Governo de Goiás
A secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis, atribui o resultado à estratégia adotada pelo Governo de Goiás na pauta ambiental desde 2019, início do governo Caiado.
Essa estratégia se sustenta em três alicerces principais: 1) melhorar o serviço prestado para população (em especial no licenciamento), que antes era ineficiente; 2) estreitar o diálogo com o setor produtivo; e 3) reforçar a fiscalização sobre uma pequena minoria que ainda reincide no desmatamento ilegal.
“Em 2023, assinamos com o setor produtivo um pacto pelo desmatamento ilegal zero. Foi um chamado para que, juntos, a gente consiga zerar a supressão feita à margem da lei até 2030. Os dados mostram que o diálogo e a conscientização estão trazendo resultados”, analisa a secretária. “No âmbito da Semad, o investimento é constante na prestação de serviços. Se o atendimento é rápido e eficiente, as pessoas entendem que vale mais a pena produzir como determina a lei”, completa.
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