Mortes, ambição e reviravolta: o que se sabe sobre o caso da família de Elizamar
Três suspeitos já foram presos em ação das polícias de Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal. Dez pessoas podem ter sido mortas
Redação - Goiânia, GO
Cabeleireira Elizamar da Silva
Imagem: Reprodução
Policiais de Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais investigam, desde a última sexta-feira (13), o intrigante desaparecimento de uma família que vive nas cidades-satélites de Santa Maria e Itapoã, no DF. O caso, aparentemente motivado por dinheiro, sofreu reviravoltas desde então. Há suspeitos que podem, na verdade, ter sido vítimas. Seis corpos foram encontrados, mas há outros quatro cujo paradeiro segue desconhecido.
A cabeleireira Elizamar da Silva desapareceu no fim da noite de quinta (12), após deixar o salão da qual é dona na Asa Norte (em Brasília). Ela estava com três filhos pequenos: os gêmeos Rafael e Rafaela, de seis anos; e Gabriel, de sete. Além dos quatro, também desapareceram em seguida Thiago Gabriel (30), esposo de Elizamar; Gabriela Belchior (25), irmã de Thiago; Marcos Oliveira (54), pai de Thiago; e Renata Belchior (52), mãe de Thiago.
Nesses cinco dias, a polícia prendeu três suspeitos de envolvimento com o caso: Gideon Menezes, Fabrício Canhedo e Horácio Carlos. Os três confessaram participação no delito. A tese inicial era de que os mandantes seriam Thiago Gabriel (30), marido de Elizamar, e Marcos Oliveira (54), pai de Thiago. Marcos e Thiago teriam contratado o trio de olho em um empréstimo de R$ 100 mil que Elizamar fez para reformar o salão e em R$ 400 mil que Renata auferiu com a venda de um imóvel.
Thiago teria armado uma emboscada para Elizamar, mas ela apareceu com os filhos e todos foram mortos. Um carro queimado com quatro pessoas foi encontrado em Cristalina, no entorno do Distrito Federal. Já a esposa (Renata) e a filha de Marcos (Gabriela) teriam sido mantidas em cativeiro em Planaltina. Como os suspeitos não conseguiram o dinheiro, levaram as duas de carro para Unaí (Minas Gerais), onde possivelmente foram mortas dias depois. Um segundo carro queimado e com corpos dentro foi encontrado no sábado.
Fabrício Canhedo, 34 anos, foi o terceiro e último suspeito a ser preso. A captura aconteceu na madrugada desta quarta. E, depois dessa terceira prisão, os suspeitos mudaram o depoimento: disseram que sequestraram a família toda, inclusive Thiago e Marcos (até então investigados como possíveis mandantes).
O delegado Rilmo Braga, da polícia de Goiás, diz que é possível que, no começo, Marcos e Thiago tenham consentido o sequestro de familiares, não se sabe. O foco máximo agora é na localização de Marcos, Thiago, Gabriela e Renata.
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