Dono de bar é condenado a quase 20 anos de prisão por agredir o enteado até a morte
Sebastião Gomes Branquinho Júnior morreu em 2022 após visitar a mãe, que morava no mesmo lote em que o ex-companheiro dela tinha um bar.
Da Redação - Goiânia, GO
Toda a cena foi presenciada pelo irmão da vítima, uma criança de 11 anos.
Imagem: Reprodução/Polícia Civil
Joelson Morais da Silva, de 48 anos, foi condenado a quase 20 anos de prisão por agredir até a morte o enteado, Sebastião Gomes Branquinho Júnior, de 22. Toda a cena foi presenciada pelo irmão da vítima, uma criança de 11 anos.
O crime aconteceu no dia 23 de março de 2022, no conjunto habitacional Esperança II, em Anápolis, cidade a 60 quilômetros de Goiânia, quando a vítima foi visitar a mãe, que viveu em união estável com Joelson por seis anos. Mesmo depois do término do relacionamento, a mulher seguiu morando em uma casa no mesmo terreno que o homem tinha um bar.
O homem foi condenado pelo Tribunal do Júri de Anápolis na sexta-feira (24). O homem, que já estava detido, deve continuar preso.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), o relacionamento de Joelson e da mãe da vítima teria chegado ao fim por ciúmes e perfil violento do investigado.
No dia da visita, Sebastião havia bebido álcool no bar e, após um tempo no local, ele começou a ser espancado com chutes e socos pelo ex-padrasto.
Sebastião chegou a gritar a mãe pedindo socorro, mas ainda assim as agressões continuaram. Após bater no rapaz, o homem fugiu correndo e, antes de sair do bar, Joelson disse que se ele não tivesse morrido, voltaria para “terminar o serviço”.
Após as agressões, o jovem chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Estadual de Urgências de Anápolis, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo. Os exames mostraram que o espancamento resultou em múltiplas fraturas nos ossos da face e do crânio da vítima, provocando hemorragias intra e extracranianas, além de edema cerebral.
A defesa de Joelson tentou justificar o crime ao alegar legítima defesa, mas o conselho entendeu que o acusado tinha total consciência do que estava fazendo, tanto que chegou a ameaçar voltar ao local caso não tivesse conseguido matar Sebastião. Na sentença, é dito que a vítima era considerada o esteio familiar, principalmente para seus irmãos mais novos, o qual foi descrito como “porto seguro”.
A juíza Nathália Bueno Arantes da Costa, presidente do Tribunal do Júri condenou o homem a 19,5 anos de prisão. Ao considerar a pena, a magistrada levou em conta o fato de o crime ter sido praticado com muita violência e presenciado pelo irmão da vítima, que ainda era criança.
Além disso, a juíza destacou que Sebastião deixou um filho, o que agrava a ação, pois o menino, na época com apenas um ano, irá crescer sem o apoio material, intelectual e afetivo do pai.
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